segunda-feira, 15 de agosto de 2016

StoryTelling - A Arte de Contar Histórias

Estava tranquilamente "morgando" no Facebook (isso é um termo bonito para se dizer - perdendo preciosos segundos) quando me deparei com o seguinte anúncio: 5 Alimentos que você deve evitar. Como bom curioso que sou, resolvi acessar o site para ver do que se tratava.

No site tinha um vídeo que deveria assistir para saber quais eram os tais alimentos, o engraçado é que a barra de tempo do vídeo estava desabilitada, bem vamos lá. Começa então uma historinha (isso é um termo bonito para se dizer - lá vem lero-lero) de um cara que, segundo ele, é nutricionista que já ajudou várias pessoas que eram gordas a ficaram magrinhas eliminando da dieta os 5 alimentos que ele vai dizer mas antes, tem que contar como tudo aconteceu. Bem 1 minuto, 5 minutos e nada dos alimentos apenas uma história da vida dele, no 8º minuto apareceu o primeiro alimento "Açúcar Refinado", pensei comigo (isso é um termo bonito para se dizer - tá de sacanagem) provavelmente o próximo será sal, acertei por pouco, o segundo era "Glutamato Monossódico" (aquele pó que vem com o macarrão instantâneo tem um bocado disso).
 As pessoas vem descobrindo uma arte antiga chamada Storytelling. As Redes Sociais contribuem para melhorar essa arte, basta sondar em uma dessas redes o que as pessoas estão buscando na sua vida, para vender um determinado produto basta contar uma historia de modo que prenda a pessoa através de seus desejos. Já vi vídeos assim vendendo Cursos de Línguas, de Memorização, Práticas de Reiki, Yoga e muitos, muitos outros. Sempre o mesmo roteiro, um objeto de desejo, pegue gratuitamente uma apostila com 104 palavras chaves em inglês. Só que antes, vai ter que assistir um determinado vídeo. Pois é nesse vídeo que o autor vai falar como baixar a tal apostila. E no vídeo sempre tem uma história emocionante, não existe qualquer forma de adiantar ou passar mais rápido para obter a recompensa.

Sabendo fazer o vídeo, pode ser algo interessante e realmente conseguir vender o peixe, porém muitas vezes é algo tedioso e cansativo. A arte em se contar uma história deve ser estudada, aprimorada e ter no máximo 10 minutos para não cansar o espectador, mais que isso ou ele acaba desistindo do prêmio ou apenas espera para receber o prêmio e nunca mais acessa o site.

Foi o segundo que fiz, retornando ao meu vídeo de quase 40 minutos, assisti até o final para saber os outros 3 alimentos que faltavam: "Gordura Frita" (crua pode), "Alimentos Processados" (esse universo é um pouco grande, por exemplo "Arroz Branco não pode, já o Arroz Integral pode) e "Refrigerantes". Resumo do vídeo: Come salada que vai emagrecer (sem aquele molho de embalagem que é um alimento processado, no máximo um azeite crú).

Obrigado e boa leitura
Fernando Anselmo

sábado, 21 de maio de 2016

A História de um TCC

Finalmente consegui, terminei minha Pós em Gestão Empresarial Avançada... Espera aí Fernando você não é de Informática? Tá querendo abrir uma empresa? Quer mudar de ramo? Virar consultor? Essas foram algumas das milhares de questões que tive que responder para todos os amigos que falava que estava fazendo Pós. E a resposta era sempre a mesma não, fiz essa matéria pois gosto de diversificar e entender o outro lado e por pouco não fiz uma em Gestão de Recursos Humanos, mas como já tenho muitos cursos na área de Psicologia resolvi ver a visão do Empresário.

Mas essa história é sobre o Trabalho de Conclusão de Curso, ou o famigerado TCC que tive de fazer para me formar. Nunca tinha feito um trabalho desse nível e como qualquer atividade na faculdade achava que tirava o meu de letra.


Não dava muita atenção para as piadas dizendo o quanto era difícil fazer um e passei o ano da faculdade apenas pensando no tema do meu trabalho achando que tudo seria muito simples. O primeiro tema que imaginei foi: Software Livre aplicado a Empresa. Seria simples, como explicar um buraco negro, falaria sobre software livre e como poderia ser aplicado a empresa.

Entenda uma coisa todo trabalho de final de pós deve apresentar um problema (uma pergunta) e essa deve ser respondida (sim ou não, certo ou errado), você não está defendendo uma tese está apenas comprovando uma verdade (a seu ponto de vista) - Isso foi o que disse o meu orientador quando viu o tema do trabalho. Então me deu um Quadro Associativo para preencher.
A coisa não parecia muito complicada, bastava colocar o problema, uma três hipóteses (recomendado, poderia cometer a loucura de aumentar se quisesse), os objetivos de cada hipótese e a metodologia que iria adotar para demonstrar cada hipótese.

Só com esse quadro resolvi mudar o tema para Adoção do Software Livre nas Empresas de Pequeno Porte. Quando descobri que teria que realizar uma pesquisa para comprovar uma das minhas hipóteses fiquei sem rumo, pois a hipótese era sobre "O empresário pode adotar sem medo o software livre pois existe uma comunidade que realiza o apoio e este é considerado suficiente para garantir a segurança". Como comprovar ou negar isso? Teria que realizar uma pesquisa com umas 20 ou 30 perguntas (e achar pessoas que as respondesse). Por experiência em grupos de usuários sei que as pessoas odeiam responder perguntas, esse tema estava fora de cogitação.

Resolvi então centralizado no Software Público Brasileiro (SPB), mais especificamente no Portal do SPB. E o tema foi modificado para: O Portal do Software Público Brasileiro pode ser utilizado por uma Empresa de pequeno porte de modo a lhe garantir sua sobrevivência. Então já tinha algo mais consistente para falar, ou seja, ao invés dos milhares de softwares livres existentes podia me restringir aos 50 e tantos disponíveis no portal e nesse universo apenas aqueles que permitissem gerir uma empresa, e surgiu uma nova mudança de tema: Benefícios do Uso do Portal do Software Público Brasileiro para a Empresa de pequeno porte

Teria sido um bom tema com os seguintes objetivos:
  • Permitir que um leigo em informática, conheça as diferenças entre o software livre e outras modalidades.
  • Definir o que é e para que serve o Portal do SPB como uma iniciativa da divulgação do conhecimento.
  • A situação atual do Portal do SPB em relação a comunidade.
  • Mostrar os casos de sucesso do Portal do SPB em relação a empresas de modo que o empresário possa utilizá-los em benefício de sua empresa.
  • Compartilhar informações e experiências.

Quando minha Orientadora perguntou: Como vai provar que um leigo de informática conhece essas diferenças? Como demonstrar a situação do Portal na comunidade? Aonde vai pesquisar os casos de sucesso? Quais informações e experiências vai compartilhar?

Nova mudança de tema: Reconhecimento do Portal do Software Público Brasileiro por parte do Empresário da Micro e Pequena Empresa como modo ao Gerenciamento da Informação. Agora a coisa estava bem limitada em um universo conhecido e até meus objetivos estavam bem consistentes:
  • Definir e identificar o que vem a ser Software Livre em comparação a outras modalidades de software.
  • Conhecer o Portal do SPB como iniciativa do Governo Brasileiro na divulgação do conhecimento.
  • Perceber a atual situação do Portal do SPB em relação a comunidade e seus usuários. Por consequência, verificar o conhecimento da sociedade brasileira (incluso seus empresários) a respeito do Portal do SPB.
  • Detalhar alguns dos aplicativos disponíveis no Portal do SPB como forma de auxiliar ao empresário da micro e pequena empresa brasileira através de soluções de gerenciamento automatizadas como modo a lhe permitir gestão da informação.

Se não fosse por um pequeno porém, cadê minha hipóteses? Quais eram? O que queria provar ou demonstrar? O que tinha lançado? E como iria analisar o grupo empresarial apenas da micro e pequena empresa? Comecei a me sentir vítima das piadas sobre o TCC.


Tenho agradecer a Deus pela Orientadora que tive que me ajudou a achar o caminho das pedras. A solução estava bem na minha frente, nova mudança de tema e mais uma limitação. Agora com o tema: Reconhecimento do Portal do Software Público Brasileiro por parte do Empresário ativo das redes sociais como caminho à Gestão da Informação. E as hipóteses que desejaria demonstrar seriam:
  • Raros são os usuários das redes sociais que possuem conhecimento e utilizam o Portal do SPB de modo constante.
  • Nesse meio das redes sociais, podem até existir empresários que conhecem e utilizam o Portal do SPB de modo constante, porém em muito baixo número.
  • O Portal do SPB é pouco utilizado para a geração de oportunidades de negócio.

Com pesquisas poderia comprovar se estavam certas ou não, ou seja, já tinha meu tema, hipóteses, objetivos e metodologia que iria usar. Meu TCC estava pronto.

  

E essa foi a história desse TCC, o coloquei disponível aqui se desejar lê-lo. Uma única verdade em toda essa história que me restou nisso tudo foi: Não desista, o pior dos trabalhos pode ser vencido, ajustado e virar uma realidade. Na pior das hipóteses conte com "Mãe Júlia do TCC" e encare tudo com bom humor.


Boa leitura e até a próxima
Fernando Anselmo



domingo, 21 de fevereiro de 2016

Will Eisner - Literatura em Quadrinho

Um dos mais importantes prêmios que existe para qualquer artista que produza quadrinhos é chamado: Prêmio Will Eisner, poderia ser facilmente comparado ao Oscar da indústria cinematográfica.

Afinal, quem foi Will Eisner? William Erwin Eisner foi um quadrinista americano que viveu entre 1917 e 2015 e que durante seus mais de 70 anos de carreira, atuou em diversas áreas como desenhista, roteirista, arte-finalista, editor, cartunista, empresário e publicitário. Sua obra máxima foi The Spirit um detetive mascarado, Denny Colt, um herói sem superpoderes que protege os habitantes da cidade fictícia de Central City. Porém seus maiores destaques foram suas Graphic Novel que incluem: Um Contrato com Deus, O Edifício, Nova York: A Grande Cidade, O Nome do Jogo e muitas outras que são apreciadas por qualquer leitor de quadrinhos.

O traço mais marcante está em seus personagens que são pessoas humildes e desejam apenas seu lugar na vida. Os vilões das histórias são facilmente reconhecidos. Para não ter que escrever coisas repetidas e que qualquer blog (ou mesmo na Wikipedia) pode ser conseguida preferi fazer algo inédito neste blog e deixar a disposição um pequeno conto (ou fábula) desse fantástico artista.

 

 

 

 

Espero que tenha apreciado a arte de Will Eisner.

Boa Leitura e até a próxima
Fernando Anselmo

sábado, 30 de janeiro de 2016

Tutorial - Crie seus livros em papel

Quantos livros possuímos em PDF que desejaríamos ter em papel? Primeiro, existem dois tipos de livros aqueles que não temos autorização de imprimir e aqueles que possuímos autorização, por serem livres. E deste segundo grupo que pretendo tratar e gostaria de lembrar que: Pirataria é Crime.

O objetivo deste tutorial é permitir que com uma impressora comum (de Jato de Tinta) e algumas folhas consigamos produzir um livro a partir de um PDF. Como toda boa receita, vamos aos materiais necessários:
  • Um impressora Jato de Tinta (de preferência com um Bulk Ink implantado).
  • Folhas de papel em branco (quantidade necessária para imprimir 1/4 do livro)
  • 1 folha de papel de boa qualidade para a capa (gramatura maior que a comum)
  • Sargentos e/ou Morsa de Bancada
  • 2 tábuas de madeiras fortes (tamanho 30cm x 5cm)
  • Estilete
  • Régua
  • Cola
  • Barbante de algodão
Obviamente devemos imprimir o livro, o número de páginas do livro definirá a quantidade de papel necessária. A ideia é que em uma folha serão impressas 4 páginas do livro, ou seja é necessário 1/4 de folhas de papel para imprimir o livro completo.

Abrir o PDF com o Adobe Reader e imprimir as páginas ímpares, veja a imagem:


Modicar a propriedade Subset para Odd Pages Only. A propriedade Page Scaling para Multiple pages per sheet. A propriedade Pages per sheet para 2. E a propriedade Page Order para Horizontal.

Uma vez que todas as páginas foram impressas, colocar novamente o papel na impressora (ao contrário) e imprimir as páginas pares, veja a imagem:


Modicar a propriedade Subset para Even Pages Only. A propriedade Page Scaling para Multiple pages per sheet. A propriedade Pages per sheet para 2. E a propriedade Page Order para Horizontal Reverse.

Essa última propriedade é o pulo do gato, ou seja a sequencia fará com que na meia folha tenhamos de um lado as páginas 1 e 3, do outro lado 2 e 4. O resultado final será esse:


Agora, dobrar a primeira folha ao meio (apenas para deixar a marca), desdobrá-la e colocá-la junto as outras. Juntar bem o papel. Colocar a régua por cima e cortar com o auxílio do estilete (separar todas as folhas ao meio). Juntar todas as páginas na sequencia correta do livro e colocar uma madeira em cada um dos lados (deixando uns 4 centímetros do topo) e prender com os sargentos. Do seguinte modo:


Abrir sulcos com o estilete, a uma distância de uns 2 dedos entre um sulco e outro.


Em cada um dos sulcos coloque um pouco de cola e um pedaço do barbante, cortar o barbante a medida que passar para o próximo sulco. Ao término colocar bastante cola em toda parte superior.


Deixar secar um pouco, enquanto isso, pegar o papel com a gramatura maior (que foi selecionado para a capa) e imprimir a capa com a seguinte configuração:


Modicar a propriedade Pages para O valor da primeira página. A propriedade Page Scaling para Multiple pages per sheet. A propriedade Pages per sheet para 2. E a propriedade Page Order para Horizontal Reverse

Liberar o livro dos sargentos e da madeira, aparar as arestas dos barbantes e deixar tudo muito bem uniforme e pronto para receber a capa.


Passar mais cola em toda essa parte e colocar a capa na posição correta.


Não seja econômico na cola! Deixar tudo muito bem preso. Uma vez que o livro está pronto colocar novamente as madeiras dessa vez até o topo do livro, os sargentos e/ou a morsa e prender tudo com pressão para que tudo fique bem fixado.


Espere por mais ou menos três horas para soltar e liberar seu novo livro. Se desejar passe verniz na capa (ou não). E o resultado final será este:


Agora é curtir seu livro caseiro e aproveitar.

Obrigado e boa leitura
Fernando Anselmo

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Gayle Lynds - The Library of Gold

Gayle Lynds é a Ian Fleming da Literatura de espionagem, em um tipo de literatura dominado por homens ela consegue escrever livros que prendem o leitor até a última página.

A Biblioteca de Ouro é uma fantástica trama de espionagem, Tucker Anderson, agente da CIA, vê seu melhor amigo Jonathan Ryder ser assinado, porém minutos antes ele tinha lhe contado sobre uma ameaça terrorista e o achado da incrível Biblioteca de Ouro que foi iniciada por Ivan, o Terrível e ao longo da história desapareceu.

Tucker acaba se envolvendo no mistério e o filho de Jonathan, Judd Ryder, o obriga a ser seu parceiro. Ambos procuram a ajuda de Eva Blake, uma restauradora de manuscritos antigos que cumpre pena pela morte de seu marido, Charles Sherback, em um acidente de carro. As primeiras pistas levam Eva e Judd a Londres onde se encontra exporto "O Livro dos Espiões" (seu texto inclusive serve de abertura de cada capítulo) que é um dos livros que fazia parte da biblioteca.

As coisas começam a ficar frenéticas quando Eva descobre que Charles não está morto, mas fingiu sua morte para assumir o cargo de Bibliotecário Chefe. Agora começa uma corrida frenética, bem ao estilo do melhor de James Bond para encontrar essa biblioteca e deter a ameaça terrorista. Como todo bom Thriller de espionagem muitos são os países que eles tem de viajar, de Londres a Roma, de Istambul a Atenas sempre perseguidos pelos criminosos que os querem matar a qualquer custo para impedir que a biblioteca seja descoberta.

Essa novela parte da premissa que a biblioteca é comandada por um elitista e misterioso Clube de Bibliófilos que são as pessoas mais bem sucedidas da Terra. Essa é a parte mais interessante de toda a história, ver como o conhecimento de certos documentos pode trazer enormes vantagens no mundo dos negócios. Imagine se não tivesse existido a Santa Inquisição e todos os documentos produzidos naquela época nunca tivessem sido destruídos, como seria a evolução da humanidade atualmente?

Obrigado e boa leitura
Fernando Anselmo


sábado, 2 de janeiro de 2016

Planejamento para 2016

Quantos livros você lê por ano? Se em um mês conseguir ler um livro são 12 no ano. Sabia que a média nacional de leitura é de 4 livros por ano, e o pior só consegue-se completar 2,1 livros. Esses dados vieram de uma pesquisa realizada em 2012 pelo IBOPE.

Gostaria de lhe propor um jogo, imprima a imagem abaixo com uma relação de 30 livros, não precisa ficar assustado pois não precisa ler todos, ou verá na relação algo como "Morte e vida Severina de João Cabral de Melo Neto", a relação é por tipo de livro e não por obra.


Cole essa relação em seu armário ou na sua agenda e para cada livro que ler preencha o quadradinho correspondente, simples e fácil assim. Ao término deste ano, veja quantos livros conseguiu marcar. Desafie seus amigos, seus familiares e repasse essa relação a vontade. Acima de tudo leia e vamos aumentar essa média nacional.

Obrigado e boa leitura
Fernando Anselmo

sábado, 26 de dezembro de 2015

Meta 2015 - 54 a 60 de 60 - A Torre Negra

Esta é a última publicação dessa série e o cumprimento da minha meta para ler 60 livros neste ano de 2015. Resolvi fechar com chave de ouro e optei por ler uma coleção completa de Stephen King, que segundo segundo seu autor desejava escrever algo tão grandioso quanto O Senhor dos Anéis e posso afirmar que chegou bem perto.


King começou a escrever sua coleção maestra quando ainda era um estudante universitário, na década de 1970. O primeiro volume foi publicado em forma de capítulos na revista de ficção científica The Magazine of Fantasy & Science Fiction (permita-me complementar que O Senhor dos Anéis também teve o mesmo início). Somente em 1982 que tomou a forma de livro e foi seguido pelos outros seis - King sempre dizia, ao término de cada livro, que só escreveria o próximo dependendo da aceitação. Finalmente a coleção ficou completa em 2004 e é composta pelos seguintes livros:

  1. O Pistoleiro
  2. A Escolha dos Três
  3. As Terras Devastadas
  4. Mago e Vidro
  5. Lobos de Calla
  6. Canção de Susannah
  7. Torre Negra
Contar o que acontece em livros de uma coleção é sempre um problema, pois ao chegar no último querendo ou não devo falar o que acontece nos anteriores, então resolvi comentar estes sete livros em uma única postagem sobre o contexto geral da obra e não de um único livro.

Em momento algum tinha planejado em ler os sete livros, porém ao ler o primeiro a curiosidade foi mais forte e queria saber o que aconteceria com o pistoleiro Roland Deschain do Mundo Médio e sua busca para encontrar a Torre Negra e assim frustrar o objetivo do Rei Carmim de destruí-la, essa torre é um eixo que mantém todos os universos intactos. Sim, o livro se passa em outro universo, ou talvez em outra dimensão, porém esse universo está entrelaçado com o nosso e é possível passar de um lado para outro através de portais ao longo da obra descobrimos que muitas pessoas o fizeram.

No decorrer dos livros Roland vai formando o seu ka-tet (ou clã) com a reunião de outros pistoleiros e um bilibrambo (não, você não conhece essa espécie - uma busca no Google e poderá ver suas imagens) com o único objetivo de chegar e proteger a Torre custe o que custar.


Existem muitas referências neste livro e as mais importantes são: O filme Sete Homens é um Destino (que muitos afirmam ser uma adaptação americana de Os Sete Samurais de Kurosawa), um livro infantil chamado Charlie, o Cho-Cho (aquele trenzinho que possui uma carinha), lendas do Rei Arthur e O Mágico de Oz. Mas acho que o livro se perde um pouco quando Roland encontra seu criador, isso mesmo o próprio King aparece em um dos livros, apenas um detalhe deixado e nada que atrapalhe muito a narrativa do livro ou o conjunto da obra.

Aviso que cada livro possui mais de 700 páginas algo atualmente só comparado a coleção Game of Thrones de George R R Martin. E como esta, vale a pena ler cada uma de suas páginas pois é uma história que prende e só fiquei satisfeito quando li o último trecho. Esta coleção já ganhou uma adaptação em forma de quadrinhos, não existe um relacionamento temporal entre a os livros e os quadrinhos então não espere que lendo os quadrinhos vai entender os livros ou vice-versa.

Está prometido uma adaptação para o cinema, pessoalmente preferia muito mais uma série para televisão, porém até agora nada foi anunciado oficialmente ainda e a última notícia é que a Sony e a MRC estão trabalhando em conjunto para realizar os dois (tanto o filme quanto uma série para TV). Pelo visto ainda teremos que esperar um bom tempo para ver a materialização da obra maestra de King nas telas.

Para fechar parece que nem tudo termina como era de se esperar já que em 2009, King declarou: "Ainda não está realmente pronta. Estes sete livros são realmente seções de um longo super romance", ou seja, será que ainda virão mais livros? Só o tempo poderá dizer.

Obrigado e boa leitura
Fernando Anselmo